Posts de Agosto, 2006

Estranhas sensações

Agosto 30, 2006

É estranho quando você descobre que, em diversos momentos de sua vida, você foi o vilão da história.

Sempre estamos acostumados a achar que o inferno são os outros. Mas, muitas vezes, nós mesmos somos o inferno dos outros. É difícil perceber isso. E quando nos damos conta do quanto mal fizemos a outra pessoa, sentimo-nos como dejetos humanos.

Estou realmente me sentindo um lixo desde as últimas conversas que mantive pela Internet com aquela garota que citei três posts mais abaixo. Descobri que ela adquiriu alguns traumas por minha causa. Teve síndrome de perseguição e precisou até de algumas sessões com psicólogo para se livrar do trauma.

Às vezes me assusto quando me lembro que, em determinados momentos da minha vida, eu achei que era um semideus, que poderia interferir no destino e na vida das pessoas a meu bel-prazer.  Realmente, acordar para a realidade e perceber o quão pequeno sou, assim como todos os seres humanos são, foi um processo doloroso.
Não tive palavras para expressar meu remorso e arrependimento por tudo o que causei a essa pessoa. Hoje, graças a Deus, ela é uma mulher feliz e leva uma vida tranqüila.  E soube perdoar e esquecer o passado.

Pelo menos desta conta, com a vida, estou quite.

Viagem e reflexão

Agosto 22, 2006

Passei os últimos cinco dias no Espírito Santo. Participei de um congresso de trabalho em Vitória e fiquei hospedado em Vila Velha, cidade vizinha. Aproveitei o fim-de-semana para ir à praia e para visitar o famoso Convento da Penha. Foi bom para renovar o espírito. Uma viagem dessas sempre revigora os ânimos.

Ontem, chegando no aeroporto em Brasília, encontrei uma antiga colega de colégio de 1º grau. Fazia uns dez anos que não a via. Ela estava com o filho de três meses no colo – o primeiro filho dela. Está bem mudada, parece que os anos (além da gravidez) pesaram bastante.
Realmente é assustador você reencontrar uma pessoa vários anos depois e reparar que o tempo passou, e seus contemporâneos já não são tão jovens como nas lembranças do passado. Isso me deixou um tanto melancólico. O tempo está passando, e às vezes não percebo que já deixei de ser jovem há muito tempo. Parece que todos amadurecem, e eu insisto em querer ser criança.